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Baseado no videogame homônimo de sucesso mundial criado pela Kotake Create. Um homem preso em uma passagem infinita de metrô parte em busca da Saída 8. As regras de sua jornada são simples: não ignore nada fora do comum; se descobrir alguma anomalia, volte imediatamente; caso contrário, continue; em seguida, saia pela Saída 8. Mas, mesmo um único descuido o enviará de volta ao início.
Pegando a onda da nova era de videogames de espaço liminar desde o famoso Backrooms, Exit 8 segue a adaptação de um jogo que pegou onda na era de projetos onde o medo é instalado em lugares sem som, sem cor e sem movimento, onde algo pode acontecer a qualquer momento, mas diferente do básico o filme faz exatamente a receita de bolo de um longa que oferece uma ameaça sem fim: não saber concluir a trama.
A ideia é clara, direta e fácil de entender. Agoniante eu diria, a pressa é facilmente instalada em quem assiste um protagonista lento e fácil de enganar, o que não da pra negar, é exatamente a proposta aqui. Aparentemente a ideia é prática e facilmente vista de fora que a base é um jogo, é como ver um projeto preliminar feito a anos finalmente sair do papel, com poucos elementos gráficos e baixo orçamento.

O segundo ato é o mais próximo de um bom conteúdo entregue. Desenvolve mistério, delibera novos personagens (que realmente estava precisando a essa altura do filme) e faz com que você ao menos entenda como algo naquele lugar funciona, além das regras que precisam ser seguidas. O proposito do personagem tem um sentido que não seja o básico “sair do local”, com motivação de ser algo além deles mesmo, onde anteriormente, e brevemente, foi sugerido um protagonista egoísta, oferecendo desenvolvimento pra trama do homem preso na estação. O desconexo disso é ver que esse desenvolvimento não chegam a lugar algum.

A experiencia de gerar um lugar que não tem saída é viva, claustrofóbica e triste no geral, mas a medida que os níveis passam, uma esperança é instalada até o terceiro ato. A previsibilidade é muito obvia ao chegar aos últimos 30 minutos do filme. Qualquer pessoa com uma base normal de filmes que tratam de loop, níveis, fases e labirintos já imagina em que caminho a trama vai te levar, e que não é um caminho nada animador e pior ainda, não é interessante.
Adoro o gênero “liminal spaces” em jogos e filme, projetos assim parecem muito promissor para o futuro do horror psicológico, mas infelizmente “Exit 8” não é um deles. De Terror e ao Horror, não tem nada. A falta de um clímax no terceiro ato faz com que ele se prenda muito no formato silencioso do projeto, mas ele faz isso até demais, trazendo previsibilidade na conclusão e deliberando um projeto raso e uma oportunidade perdida.
Nota: 4
