Sob a direção de Taika Waititi, Thor: Amor e Trovão, chega aos cinemas no dia 7 de julho. A equipe do Vingadores Brasil foi convidada pela Disney para assistir ao filme e iremos contar as nossas primeiras impressões do longa que retrata mais um capítulo da jornada do Deus do Trovão no Universo Cinematográfico da Marvel.

O filme nos mostra Thor após os eventos de Guerra Infinita e Ultimato numa aventura diferente de tudo o que já enfrentou: a procura pela paz interior. Mas a sua busca é interrompida por um assassino conhecido como Gorr, que almeja a extinção dos deuses. Para combater o vilão, Thor pede a ajuda da Rei Valkiria, Korg e da ex-namorada Jane Foster, que agora empunha inexplicavelmente o seu martelo mágico, Mjolnir, e se intitula a Poderosa Thor. Juntos, eles embarcam numa viagem cósmica para descobrir o mistério da vingança do Carniceiro dos Deuses e detê-lo antes que seja tarde demais.
Thor: Amor e Trovão está vindo para dividir opiniões, assim como o seu antecessor, Thor: Ragnarok. O filme possui a mais pura essência de Taika Waititi, que é, a meu ver, o verdadeiro símbolo de salvação dos filmes do herói. Seu olhar ímpar quando se trata de humor é a peça chave para um filme leve e cativante, visto que também é perfeitamente balanceado em relação aos pontos mais sérios da trama, criando por fim um equilíbrio ideal.
As aventuras do Viking espacial — como diria Korg — se encaixaram perfeitamente num filme de duas horas completas. O desenvolvimento dos personagens e história seguiram um fluxo natural, fazendo com que o público note com clareza o início, meio e fim do longa, e tudo o que ele se propõe a nos apresentar.

A interação entre Thor e os personagens secundários é, com certeza, o ápice do filme. O completo caos presente nas pequenas cenas do herói com os Guardiões da Galáxia me fez desejar uma série mostrando todas as aventuras que eles viveram desde o momento em que decidiram se juntar após a batalha final de Ultimato. Nessas cenas também conseguimos notar um Peter Quill mais maduro em relação aos últimos acontecimentos e uma menção indireta a Gamora, mas, infelizmente, nenhum gancho foi deixado para a série natalina ou para o terceiro e último filme da equipe.
E é falando em acertos que cito o trio Thor-Jane-Valquíria, que me surpreendeu positivamente em questões de química e bom aproveitamento dos personagens. Muito se temia sobre o retorno de Jane Foster para os filmes do Deus do Trovão, mas a aposta de Taika Waititi em introduzi-la como a Poderosa Thor foi certeira, ao mesmo tempo em que super delicada ao lidar com o momento em que a personagem está passando. A abordagem do passado da Rei Valquíria também foi essencial para compreendermos e conhecermos um pouco mais da personagem introduzida em Thor: Ragnarok, e sua parceria construída com Jane Foster é algo que eu adoraria assistir mais vezes.
Uma coisa é fato: o personagem Thor está mais para piadas do que para um herói pé no chão e extremamente sério. Assistindo ao filme pude enxergar um pouco do Thor de “What If” em Chris Hemsworth, o que pode desagradar e dividir o público. Como uma boa fã de Ragnarok, me permiti abrir o coração e aceitei essa característica do personagem, que em nada atrapalhou no desenrolar da história.
E para finalizar, temos Christian Bale como Gorr, um vilão em busca de vingança contra todos os Deuses após perder a sua fé. O ator consagrado conseguiu dar vida ao personagem de forma tão extraordinária que você se vê preso às motivações dele e começa a se questionar com o próprio — característica principal de um bom antagonista.

“Thor: Amor e Trovão” é o filme perfeito para quem quer se divertir na cadeira do cinema. Sem complicações, uma fotografia espetacular e trilha sonora que te faz cantar junto, o longa te faz viajar — e chorar — com mais uma aventura do filho de Odin.
NOTA: 9
Confira o trailer:
